quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Concerto dos 3 em Linha

No dia 24, Sábado esteve no nosso palco o trio jazz “3 em linha” contando com um contrabaixo, um piano e uma voz. Esta formação deu um espectáculo à casa cheia por mais de duas horas, sempre a bom ritmo e com canções bem conhecidas. As fotos que se seguem são da primazia de Flávio Andrade.




17ª experiência poética

A 17ª experiência farmacêutica de xaropes poéticos, aconteceu no dia 22, contou com os principais loucos e loucas, daqueles que acreditam na medicina alternativa da literatura, desliteratura, xbrrlgtliteratura entre outras. Tiveram por companhia um espectador especial… quem? Quem? Quem?... Um galo. Nesta experiência poética confirmou-se que a poesia descontrai e dá sonolência às aves de capoeira. Contudo isso não transparece na acta desta sessão. Há algo de muito mais dinâmico. A tarefa de secrtetário calhou ao K!m Pr!su que transformou a odiada “acta” numa organização centrífuga, de frases espiraladas com desenhos à mistura em figuração livre. De lá pode ler-se que “… a sabedoria tira-se das coisas que não existem. Depois o senhor de cabelo branco leu um dos dele. História de uma 3…” enfim, dá para perceber! É bom dizer aqui que o núcleo duro está a crescer e com grande força espirituosa.

O espectador ainda com uma máscara de carnaval.


K!M a escrever a acta amarela (aqui com um aspecto verde).

Alexandra a interpretar um texto polaco de Wislawa Szymborska (um estrondoso texto irónico de Hitler bebezinho e ternurento)


Um improviso em trio Inteiro, interpretando o (sempre novo) texto impensamental "Dentro duma deslumbrada" da autoria de K!m. Aqui eles apanhados, enjeitam as procedências em entesadura da essência explícitas por ductos e assopros (terceito take da frase). Impensamental pois então.

As fotos são de Pedro Roque

(com um tratamento livre para este blog)

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Exposição de pintura de David de Sousa Romão

Está patente no Sol mói, desde 24 de Fevereiro uma exposição de pintura de David de Sousa Romão. Esta a sua primeira mostra em público, conta com onze pinturas e dois desenhos que pretendem mostrar o seu (ainda curto) percurso artístico, entre 2004 e 2007. A diversidade das obras mostra uma procura de técnicas, resultando quase sempre uma pincelada forte e texturada. Quanto aos temas, há uma clara tendência para o retrato e é com algumas destas obras que já se pode perceber o talento deste novo artista pinhalnovence. A exposição estará por cá até dia 24 de Março.

I

IX

X


XIII

Um vídeo de Paulo Nobre

Eis os fabulosos a4 em vídeo realizado por Paulo Nobre (um milagre feito só com uma câmara). Esperamos por eles em Abril para mais um pujante espectáculo.

o Vídeo

Uma simples homenagem a Zeca Afonso

Dia 23, sexta-feira, foi ao palco do Sol mói uma formação espontânea de guitarristas muito amadores. A ideia foi assinalar os 20 anos da morte de Zeca Afonso, com um pequeno e humilde apontamento musical, liderado pelo Zé Eloy. Porque o reportório era pequeno, a ideia inicial consistia em tocar nove temas de Zeca em três partes de três músicas com intervalos à mistura. No fim da primeira parte, o público franziu o nariz e… lá deixou que isso acontecesse, mas no fim da segunda parte o público já não deixou os músicos saírem do palco, pedindo que o espectáculo continuasse. Bem! E assim foi. Os guitarristas tocaram até para além do que tinham preparado e até foi necessário uma consulta de urgência à Internet para imprimir à pressão mais três canções de Zeca que, sem ensaio, foram bem tocadas e cantadas. Para além destas intervenções, estavam à disposição no balcão, dois jornais (o “SETE” e o “Diário de Lisboa”) do dia 23 de Fevereiro de 1987 (então terça feira) para quem quisesse dar uma leitura e fazer uma viagem no tempo até esta data. Estava também à disposição várias monografias sobre a obra de Zeca Afonso.
Eis o quarteto em acção.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

16ª experiência poética

A 16ª sessão experimental de poesias e coisas ditas, esteve potentíssima contando com 39 intervenções onde foram lidos trabalhos de autores como Baudelaire (lido em francês por K!m); Ana Hatherly; August Von Platen (este lido no original em alemão por La Poetessa e a tradução lida por Susana); Al Berto; Natália Correia; Frank Zappa; Alexandre O’Neil; e Paulo Eduardo entre outros apontamentos; Foram obviamente lidos trabalhos inéditos dos próprios participantes que, se o dia seguinte não os chamasse à Terra, ainda agora estavam todos eruditos a palavrear.

Joaquim, aqui a ler palavras de Paulo Eduardo. Uma das prosas foi "Rosas Negras"

Rosas Negras


“Os meus avós eram tristes, a mãe era uma triste, o meu pai triste era, os meus três irmãos todos tristes também. Fiquei só eu a tomar conta da funerária. O número de clientes no último mês desceu a um ritmo assustador. Compreendo-os. Dantes a minha família era responsável por um atendimento profissional. Tínhamos também um grande cão preto no estabelecimento que entretanto morreu de causas desconhecidas. Suspeito que se suicidou ao asfixiar-se na maçaneta da porta de entrada. O cão era uma companhia simpática para nós e para as pessoas que nos visitavam naquela altura da vida. Ninguém mais passou por cá desde então. Sem saber porquê herdei este negócio para o qual não fui talhado. Arruinei o nome da empresa e sinto-me culpado por isso. O que quis sempre ser era jardineiro. Quando era pequeno havia um roseiral perto de casa. De vez a vez costumava entreter-me com as rosas, tocava nelas, cheirava-as, falava-lhes e parecia que me entendiam. Quando me vinha embora de lá regressava comovido e chorava muito como uma criança que perde o brinquedo predilecto ou leva uma bofetada injustificada. Depois chegava a casa e diziam-me: ao menos se brincasses com machados cortavas-te apenas. Eu próprio vou deixar de ser cliente da minha funerária. Já marquei tudo com outra agência: data, preço, local de enterro. Só não sei ainda é como é que vou morrer."
Paulo Eduardo


Oscar Silva em performance, interpretando um texto impensamental dedicado a Leafar. Aqui ele em glosadas de si tal como memória de vasto.


Oscar ainda ao conteúdo.

E finalmente, Óscar com destino rigoroso de um remoto pertença.


Uma foto da família "Inteiros" à esquerda o K!m Pr!su leva à cabeça o livro em pose escarlate. Depois espinalMedula a reconsiderar o cálice partido na mão que escreve. Flankus a olhar para uma enxada a amanhecer fora do enquadramento. António Xavier com um decanter invertido em lâmpada-cão, e Maresia em estátua a sangrar pelos bolsos.



Uma foto de família de alguns participantes desta sessão. O secretariado ficou a castigo da Alexandra que não se vê aqui.











quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Concerto dos a4


No passado Sábado os a4 deram espectáculo durante mais de 2 horas aqui no Sol mói o PAI. Esta foi a primeira vez que o Jazz esteve aqui presente ao vivo e a cores. Com casa completamente cheia, esta banda deu-nos uma lição de música com excelente execução técnica e boa presença em palco, interagindo com a audiência, especialmente aquela que já estava quase em cima da banda, porque era quase impossível circular pelo resto da sala. O alinhamento do espectáculo compôs-se por um leque de músicas “jazzísticas” bastante diversificadas, desde a fusão jazz/bossanova, às incursões no pop e também no rock português. O lado criativo da banda foca-se na interpretação muito especial da Berta (a vocalista da banda), que desloca o espectáculo do registo normal do cover- pelo- livrinho para uma dimensão completamente diferente, única, regenerada pela exploração da voz, pelas cambiantes da melodia e muito improviso à mistura com o resto da banda. Cinco estrelas.

Está combinado o seu regresso para Março e sabe-se que muitos dos que assistiram ao primeiro concerto não querem perder pitada do segundo. Até breve.
Vamos tentar pôr aqui no blog um minutinho de vídeo do espectáculo. Para já ficam algumas fotos tiradas por Flávio Andrade.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

15ª sessão (da 3ª série) do quintas a ler

Óscar em plena performance impensamental, aqui, onde os velhos guardam veias.
Esta décima quinta sessão experimental contou essencialmente com o núcleo duro de participantes sem deixar perder um milímetro de qualidade e boa disposição poética. Desta vez a sessão começou com um poema de Rui Lage, "Deixemos arder o Pinheiro de Natal" lido directamente do J.L., seguido de "Vida de cão" de António Silva e lido pelo grande poeta Leafar. Foram, 27 intervenções entre as 22:23h e as 00:23h. Passaram por nós, palavras de Alexandre O'Neil, António Gedeão, Kahlil Gibram, Al Berto, Jim Morrison, entre as poesias dos prórios participantes. No final, K!m, Flávio e espinalmedula fizeram uma jam poética inspirada no embrulho de um rebuçado e o quadro do grito de K!M Pr!su.
Flávio com as palavras de Jim Morrison.





Maló num dilema de Al Berto com as laranjas e os poemas... "Prefácio para um livro de poemas"
La poetessa sempre com grande sobriedade nas palavras de Alexandre O'Neil... as "Palavras que me beijam"



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Quarteto a4 dá show de jazz no Sol mói o PAI

É já no próximo Sábado, dia 10 que vem aqui ao nosso palco o quarteto a4 para nos dar um concerto de jazz. O espectáculo está marcado para as 23:00h, espera-se casa cheia, portanto há que fazer planos para chegar a horas. A entrada será de 2€ ainda que seja cobrada só à saída (coisas divergentes é o que é!....).
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Exposição de máscaras do mundo

Está patente neste bar uma exposição de máscaras do mundo. Esta exposição conta com 25 peças de diversos países como o Cambodja, Tailândia, Cuba, Brasil, Portugal, etc. Algumas das peças são verdadeiras obras de arte esculpidas em madeira, ou moldadas segundo processos artesanais. Estas obras pertencem a três coleccionadores que, ao expô-las nestes dias, pretendem lembrar que as máscaras não têm apenas utilidade carnavalesca, mas também um fim puramente artístico. Os assíduos do Sol mói, poderão apreciar estes trabalhos até ao dia 21 de Fevereiro.

Uma máscara do Brasil em pasta de papel.


Máscara do Brasil em pasta de papel.

Máscara do Brasil (Amazónia) em escamas de peixe, ossos e espinhas

Máscara da Tailândia esculpida na madeira

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O Sol não pára

A exposição de pintura e instalação de Dina Nunes terminou, nesta quarta feira, numa promessa de que volte com novos trabalhos. Depois, logo na quinta feira, aconteceu a 14ª sessão experimental de poesias ditas que até ganhou um cenário trazido pelo poeta Leafar. Mais uma vez tivemos novo material e mais intervenções performativas do tipo desenrolamento poético, (uma nova modalidade de dizer coisas, criada pelo poeta-cavador-de-poemas). Entretanto perdeu-se a folhinha de acta desta sessão pelo que estamos à procura de outra coisa a ver se a encontramos!!!

Um cenário de caracter popular trazido pelo nosso querido poeta Leafar.

Técnica do desenrolamento poético, uma experiência com um elástico azul. Na próxima quinta vamos mudar de cor, numa tentativa idiossincrática.

eis também um poema lido por La Poetessa

Canto décimo nono

Parei ao sol uma manhã de verão

e vi as estradas

cheias de pessoas, como outrora,

para o mercado da seda.Os casulos nos sacos

empolavam os aventais das mulheres.

Mas de repente desapareceu tudo

e eu era um prego no meio da praça

fazendo uma sombra quente.

Tonino Guerra – O mel

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sábado, 3 de fevereiro de 2007

Fotos do concerto dos Afluentes do Sado

Uma panorâmica da banda a actuar e a estrear o palco do Sol mói numa noite fantástica.
Por um pouco era o palco a ser mantado e eles a tocarem...
As vozes, o bombo e o bandolim, provavelmente a cantarem o "Rio Azul", uma canção de arrepiar.
O baixo, o cavaquinho e as vozes de coro sempre afinadas.
Até breve Alvalade... até breve.
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