domingo, 25 de março de 2007

"Bardoada" no Sol

Ontem à noite o pessoal dos "Bardoada"- Grupo do Sarrafo, (que anda sempre em multidão), veio desaguar aqui ao Sol. Bem! Até aqui tudo normal, mas o caso é que desta vez não se contentaram só a bebericar, como irromperam com uma actuação de gaitas de foles que pôs toda a gente em sentido. A actuação espontânea dos Gaiteiros da “Bardoada” contou com a presença de seis audazes (cinco gaitas e um bombo). Foram eles José Gradiei, Rodolfo Marques, Carlos Costinha, Ana Pereira e Pedro Figueiras no bumbo. As músicas tocadas foram “A saia da Carolina”, “Rumba dos cinco marinheiros”, “Mazurca das três gaitas” e “Passo doble Português”, depois ficou o duo Ana e Pedro que interpretaram “Asa branca”. Finalmente a Ana rematou a intervenção com a música “Lisboa menina e moça”, tudo, tudo, tudo ao som iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii da gaita-de-foles.
Eis o sexteto numa valente gaitada.


O duo a tocar "Asa branca" e a ver-se o quadro do K!m.

É pena o site dos "Bardoada" ter desaparecido da web (pelo menos não constava na hora deste post).

sexta-feira, 23 de março de 2007

21ª Poesia (na cama)

Mais que a pontualidade cósmica da Primavera, os (e as) poetas voltaram esta quinta-feira para fazer das suas experiências.

Sempre com um elenco diferente, esta sessão primaveril contou com o regresso energético do poeta popular Rafael Rodrigues (o Leafar) e os momentos performativos de espinalMedula, Óscar Silva e Flankus, num cenário dominado por uma cama,
ora feita, com um ar atraente,
ora cheia de livros e desfeita,
ora metida com vozes e gente,
ora solitária, suspeita.
Esta cama foi o fetish principal para duas performances, uma impensamental e outra quase.
A campanha do “O amor és tu que passas” teve continuidade na voz de La Poetessa e pelo cartaz do Maló.
Mandamos aqui também saudades para a Cristina &Ca que está a divagar pelo México.
Em conclusão a ideia de dizer poesias na cama pareceu-nos bem e é para repetir.


A acta esteve a cargo de Flankus e ganhou este aspecto final.

Hoje, 6ª feira, o K!m Pr!su entrou abruptamente pelo Sol adentro com o seu famosérrimo quadro “Olá”. Não tardou nada para o ver pendurado na parede do palco. Agora está lá por tempo indeterminado (para ter uma ideia da obra deem um passeio pelo blog do K!m aqui ao lado).

quinta-feira, 22 de março de 2007

Errata do oboé

Num post lá para baixo foi dito que o Maresia tocava um Oboé, mas é mentira (diz ele), de facto o que ele tocava mesmo era um didgeridoo, tal como se esplica qui neste site

terça-feira, 20 de março de 2007

Ginkgo Biloba em grande

Neste Sábado, (dia 17) os Ginkgo vieram tocar no Sol, presenteando os habituais com boas interpretações de jazz popular e umas passagens pelo Jazz-Bossa Nova. O espectáculo primou com vários momentos intimistas destacando-se a voz da Sofia, os elaborados solos de baixo e bateria. O quarteto tocou por mais de duas horas, com direito a encores e tudo... é que o pessoal estava ligado à música e não arredava ouvido dali.
Eis então algumas fotos (amadoras).



Ok! Eles voltam.... ficou agendado um novo concerto para Maio.

segunda-feira, 19 de março de 2007

Vinte vezes "poema" com boa voz

A 20ª experiência poética nos auspícios do Sol, foi, mais uma vez, inédita e com resultados ainda por entender.
Apesar de algumas ausências de peso pesado, esta sessão contou especialmente com dois grandes momentos performativos: um dueto Cristina/ Maresia; e um solo iluminado do Maló.

O dueto experimentou uma fusão entre o poema dito, a música e a dança. A performance durou cerca de sete minutos numa combinação muito bem feita entre os três registos. A música foi a “Taschen Carnival” do álbum Punjabi Lounge, o poema é de Maresia e a dança executada pela Cristina. Esta foi a primeira vez que aqui se voou tão alto em três direcções.


Depois da campanha “O Amor és tu que passas” com distribuição de autocolantes manuscritos com o slogan “O Amor és tu que passas” e um cartaz a dizer a frase “O Amor és tu que passas”, o Maló decidiu iluminar-se com um poema feito na hora metido dentro de luzes eléctricas, resultando uma preformance muito psicadélica e atraente.


A acta esteve a cargo do Joaquim, que não deu conta da inquietude do K!m Pr!su quando descobriu uma caixa de lápis de cor. A acta, como já é hábito nestas coisas, começa a ser uma peça artística de valor incalculável no mercado da arte súbita.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Concerto dos GinKgo Biloba Group

É já neste Sábado que os GinKgo Biloba Group vêm dar espectáculo no palco do Sol mói.
Está tudo a postos para uma viagem ao mundo latino.

sábado, 10 de março de 2007

Dose dupla de poesias e maresias

A 18ª e a 19ª sessões experimentais de poesia foram totalmente diferentes. A 18ª, no dia 1, contou com todo o ramalhete das Quintas a Ler, de tal forma que as performances quase se atropelaram umas às outras.
Como é já costume, a abertura da sessão contou com o poeta popular Rafael Rodrigues, o “Leafar”, que nos levou a dar uma voltinha de comboio. Contou-nos algumas passagens da história dos Caminhos de Ferro, enlaçada com a sua experiência como ferroviário. Esta sua introdução foi acompanhada por uma maqueta, (muito bem feita), de uma locomotiva a vapor e respectivos acessórios, tais como as bandeirinhas, o petardo, o apito do chefe de estação, o “candeeiro” sinalizador, etc.
A maqueta da locomotiva e respectivos adereços.
Uma outra participação performativa de alto nível foi o Flávio Andrade, com o seu poema “À espera do cão amarelo”. Esteve, sem dúvida no seu melhor.

O Maresia e a La Poetessa fizeram um duo com uma tranquila performance do poema “O beijo” feito especialmente para este momento.
Ao fim de 23 intervenções os inteiros encerraram a sessão com um improviso do sempre fresquinho texto “Por dentro duma deslumbrada” desta vez com incursões cantadas.

A 19ª foi muito especial porque coincidiu com o Dia da Mulher, na falta de uma série de participantes do costume, a sessão foi mais intimista, com a maioria dos textos dedicados à Mulher, cuja maior dinamização se deveu à Cristina e à La Poetessa que se equilibraram com a participação masculina, normalmente maioritária.

A sessão terminou com um texto impensamental, na voz dum austeropitecus, a falar às mulheres. Aqui ele a perfurar a desanda por sonho amante.
O texto "Podes entravas que secou" teve um som de fundo dum Oboé tocado por Maresia.
Maresia ao Oboé
As fotos são de Pedro Roque
(aqui com tratamento livre para este blog)