quinta-feira, 28 de junho de 2007

Aniversário do ATA

Hoje, dia 28, aqui no espaço do Sol mói o PAI, será comemorado o 24º aniversário do ATA, (Acção Teatral Artimanha – Grupo de Teatro do Pinhal Novo). E porque é quinta feira, coincidirá com a 35ª sessão experimental de poesias e companhias. Todos os amigos, simpatizantes, actores e amantes do teatro e afins estão convidados a soprar as velas.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Experiência nº34 "Poesia em ginja"

A 34ª experiência poética teria efeitos inócuos a todos os presentes se não fosse a proposta da Cristina em colocar à disposição uma quadra de Mário de Sá-Carneiro:

" Eu não sou eu nem sou o outro,

Sou qualquer coisa de intermédio:

Pilar da ponte de tédio

Que vai de mim para o Outro."
Lisboa, Fevereiro de 1914

que foi lida por todos de acordo com os “apetites” de cada um. Depois até se proporcionou um debate sobre esta poema 4x4 (tipo todo o terreno!!). Muito se disse, desde os comentários mais iluminados até às maiores barbaridades… mas isso fica implícito na acta elaborada por David, em estilo arte pop.
Estas conversas de carrossel
ou qualquer coisa de intermédio
vão de um para o outro
numa ponte de ginjinha do Rafael.

Não rima lá muito bem mas… o facto é que o Leafar apresentou-se com uma bela ginjinha feita por si e que fez ponte de uns para os outros. Momentos únicos!

Um pormenor do cenário (feito por !Oh.skar)

Anabela Pr!su a ler em voz alta. O elemento mais novo da tribo, no culto da poesia e da leitura em voz alta. Muitíssimo bem.

O Rafael, outro elemento mais "novo" ainda que conte com 84 anos, no seu melhor, atrás da sua ginjinha e de um poema inédito a experimentar o absurdo. Uma preciosidade.

A acta lavrada por David. Pintada a feltro + recortes colados com fita-cola em cartão (duma caixa de guardanapos)- peça única e sem preço.

domingo, 24 de junho de 2007

Fim da exposição de Pedro Roque

Terminou, na sexta-feira, a exposição de fotografias de Pedro Roque.
Esta exposição apresentou-nos um projecto fotográfico assente no tema dos concertos rock. O seu acervo fez-nos uma viagem aos lugares de culto, com instantâneos dos espectáculos, exprimindo as energias que dão vida a este universo. As fotos apresentam grandes contrastes de luz e cor, com tensões fortes e expressões bizarras. Para quem não viu esta exposição no Sol mói, não desanime pois avizinham-se outras para breve noutros espaços. Para mais informações, visitem aqui o site.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

No name Jazz

No sábado, como se previa nos astros, veio actuar ao nosso espaço um excelente trio de jazz, ficando à bateria o Sérgio Caldeira; no contrabaixo e baixo eléctrico o Carl Nevitt; e à guitarra o Tiago Oliveira. Esta formação sem nome (mas com muito carácter), foi subitamente formada para vir aqui ao Sol - estreia internacional, portanto! Mas não houve qualquer risco de um espectáculo menor. Nem pensar. É que os músicos já se conheciam noutras lides musicais e, pelo seu profissionalismo, o show teve um semblante de jam com muita alma, improvisação, e sempre com um desempenho técnico superior. Na recta final do espectáculo, já depois de duas horas a tocar, o trio transformou-se em quarteto com a presença do Jorge à guitarra dando largas aos solos por toda a escala da Ibañez. Estão todos convidados a voltar e dar largas à imaginação jazzística.



Poesia refugiada

Na quinta-feira, dia das experiência poéticas ditas em voz alta para toda a gente ouvir, foi, pela trigésima terceira vez, bastante diferente. Primeiro porque não foi para toda a gente e segundo porque o espaço teve de ser bem diferente do habitual. A razão disto tudo é que houve um grande aniversário aqui no Sol – parabéns à Beta – cujo ambiente festivo a encher a casa pouco se combinava com o silêncio necessário aos preparos poéticos. Assim, teve de se separar as tribos numa solução inédita e muito excepcional: os poetas foram corridos para o sótão do Sol, (tendo em conta uma prévia preparação do espaço), e os convivas do aniversário estiveram no bar. Para os poetas, o resultado foi espectacular, porque proporcionou uma grande noite de culto. Uma coisa diferente em que o debate de ideias tomou finalmente o seu devido lugar. Repetir será pouco provável, mas já se sabe, se não houver alternativa lá terá que ser porque a tribo poética não se importa de se reunir em refúgios assim.

Uma perspectiva do grupo em reunião.

As fotos são de Pedro Roque, com um tratamento livre para este blog.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Sábado, dia 16, trio de jazz em concerto.

É já neste sábado que vai haver espectáculo com um trio de jazz, especialmente criado para actuar aqui no Sol mói o PAI.
Os músicos são:
Tiago Oliveira: guitarra eléctrica;
Carl Nevitt: Baixo e contrabaixo;
Sérgio Caldeira: bateria.

A entrada mói 2 €.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Diário de bordo em atraso

Dia 1 de Junho

O mini-concerto de João Vitorino, no dia 1 de Junho, não foi um “mini” concerto mas uma enorme lição de guitarra. Vitorino, simplesmente com a sua guitarra e a sua técnica, encheu a casa de música e prendeu o olhar da assistência às suas mãos. Foi uma hora de música digna de registo. Muito bem passada num convívio intimista, contando que Vitorino, entre as músicas, intervinha com comentários bem interessantes sobre os temas que ia tocar… uns mais conhecidos que outros e um, especificamente, de sua autoria. Ficou convidado para que, sempre que queira apresentar o seu trabalho, voltar ao Sol e tomar conta do espaço.


Dia 2 de Junho

No Sábado, dia 2, a música foi diferente. Os tocadores eram manifestamente piores (todos juntos não davam para acompanhar o João Vitorino), mas fizeram um espectáculo a modos que popularucho com aqueles covers que toda a gente conhece como Zeca Afonso, Pink Floyd, Xutos, Dire Straits, Luis Represas, Jorge Palma, Tom Jobim, V. Moraes e... já chega! A banda, sem ensaios e alguns dos elementos só se conheceram em cima do palco no último minuto, teve uma prestação ininterrupta, tipo: ora agora cantas tu, ora agora canto eu. E assim a malta esteve a tocar sem interrupções durante cinco horas. Cinco, foram mesmo cinco: o pessoal revezava-se para ir ao WC!
Porque as músicas eram aquelas que toda a gente também gosta de cantar “à volta da fogueira”, deu um ambiente muito familiar e deu para ficar todas estas horas. Se pudéssemos, ficaríamos outras tantas. Este evento teve a ver com uma certa antecipação das festas populares do Pinhal Novo e com o facto do bar fechar durante esse período.


Os músicos foram:
Tony - guitarra e voz;
Eloy- guitarra, shaker e voz;
Quim- guitarra baixo;
Negreiros – guitarra e voz;
Luís – guitarra, shaker, kazoo e voz;
Pedro – Cajon, shakers e voz.

A ver se há pessoal que manda mais fotos do acontecimento!


De 5 a 10 de junho


O Sol mói esteve fechado entre 5 e 10 de Junho, período correspondente às festas do Pinhal Novo. Entretanto, na abertura, 2ª feira dia 11, verificaram-se algumas alterações no visual que aproveitam o arejamento do espaço com a brisa fresca da noite. O espaço ganhou um cariz mais mediterrânico e menos nórdico. Com o tempo, outras alterações se farão.

Entretanto, no dia 7 de Junho

No dia 7, apesar do bar estar fechado, deu-se (como uma inevitabilidade), a trigésima segunda sessão experimental de poesias e leituras em voz alta.



Ora bem, se o Sol mói o PAI estava fechado, onde é que isso aconteceu? Na rua? Debaixo da ponte? Não! Aconteceu precisamente no antigo posto da GNR do Pinhal Novo, mais especificamente no compartimento do antigo bar da GNR. Este espaço foi disponibilizado pelo ATA – Grupo de Teatro do Pinhal Novo e teve, talvez, a sua primeira utilização artística pós Guarda Republicana. Neste bar houve a intervenção dos Ervas Daninhas - a banda punk do Pinhal Novo - que fizeram um tributo ao BAR DA GNR, com um tema homónimo em versão acústica (um clássico!).



As leituras confrontaram-se com os ruídos de fundo das festas do Pinhal Novo, mas correram lindamente, sempre com o enorme Rafael Augusto (O Leafar), a fazer um enquadramento do lugar na história desta localidade. Coisas que não se repetem!



O Recinto estava cheio e duas performances tiveram mesmo no lugar dos calabouços do antigo posto… coisas com muitas históriazinhas para contar mas que, para aqui, está dito.





Rafael a esplicar aos presentes este lugar mítico na história do Pinhal Novo. Depois disse um poema bem à medida da situação.



Ervas Daninhas unplugged no "Bar da GNR", também cantado por todos.



No calabouço "sei que não vou por ai" de José Régio.


Um panorama do espaço sem esquecer a faixa do ATA na parede ao fundo.


segunda-feira, 4 de junho de 2007

Um par de experiências, letras e vozes

A trigésima sessão foi fortíssima, porque combinou a vernissage da exposição de fotos de Pedro Roque (com inúmeros convidados e estreantes), e uma sessão poética muito especial. Muito especial porque contou com a presença de um caixão… sim, isso mesmo, um caixão verdadeiro com todo o requinte de qualidade de morte.

É óbvio que este objecto (ainda por estrear, pois bem!!!...), meteu respeito e intimidou mesmo aqueles mais corajosos. Mas isso foi só nos primeiros cinco minutitos, depois passou, e o caixão “transformou-se” em mesa para os oradores e preformers e até houve quem brincasse com a situação. Fica já dito que não se pretende repetir o uso deste adereço (até porque tal repetição entraria no mau gosto e levantaria, de certeza, outras interpretações que não aquelas poéticas e que não interessam à casa). No aproveitamento desta tenebrosa mesa, alguns oradores escolheram temas relacionados com a morte, com a esperança, entre outros. A noite contou também com duas preformances mais ou menos relacionadas com o adereço.



Um texto impensamental com uma preformance surrealista. A preformance absorveu completamente o texto, mas valeu com toda a intensidade. Aqui, eles e os veladores, no celibato da morte desfrutasseis a recém-nascida eterna, eterna, eterna, eterna umbilical rodeámos de lençóis rápidos.
Maresia numa preformance de sua autoria.

A 31ª foi, em certa medida uma sessão de ressaca da anterior. Foi calminha e mais intimista onde se puderam fazer algumas experiências de leitura, assim como experiências performativas de puro improviso e, no atravessar da meia noite, dois aniversários à mistura: no dia 31 de Maio parabéns à Virginie e no dia 1 de Junho parabéns ao !Oh.skar. Esta sessão teve a honra de presenciar duas estreias, entre elas, a pequenina Anabela que disse (em cima duma cadeira para ficar à altura dos grandes), uma poesia de memória de sua autoria. A arte está-lhe nos genes e há que dar-lhe lugar.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Concerto de João Vitorino

Hoje, sexta-feira dia 1 haverá um concerto de João Vitorino. O show de guitarra começará por volta das 23:00h e a entrada é livre.