quarta-feira, 31 de outubro de 2007

1 ano de Sol a moer o Pai

No dia 29 de Outubro não aconteceu nada, a não ser o facto do Sol já ter moido o Pai durante um ano.
-Não aconteceu nada?
- Não!
-Mas pode acontecer.
-Pode.
-E se acontecer o que é que acontece?
- Este Sábado, um evento pseudo-musical com os caseiros do Sol.
- E é proibido entrar?
-Não.
- E se eu não for, o que é que acontece?
-Nada.
-Hummmmm!!!

Experiência 42 com vacas

Sem o cão e sem fome, sem artistas costa-riquenhos, mas com a Cow Parade a passar no lençol amarrotado, as vozes chegaram-se à frente trazendo as bocas. As bocas alimentaram palavras que já passavam fome, presas por um cordel dentro das barrigas dos livros.
A casa estava bem alimentada de gente. E a acta, dividida em bases ovais, não!… Redondas. Não,… ligeiramente elípticas, vindas de uma marca de cerveja. A acta ganhou o estatuto de fragmentos da noite. Um dia a acta será cinzas, apenas cinzas.
A dado momento as leituras cruzaram-se em diálogo insano como os ventos de uma brisa a adivinhar a queda das folhas de Outubro.
No fim, o impensamental colectivo, com as cabeças da tribo todas ligadas umas às outras. O discurso levou à cena uma espécie de lema que talvez se resumisse assim:

“Quem quiser que arranje uma conversa para si.”

... mas todos têm de ouvir, ah ah ah!!!!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Sessão 41 com a tribo quase completa

Seriam? Seriam criaturas de bronze? Seriam criaturas de bronze mal fundido a andar pela estrada de quatro paredes a seguir a matrícula da voz da frente? Aqui andámos a lembrar a traição do campo, a sombra nas pernas e o irresistível Cesariny de Vasconcelos a dizer “é preciso dizer febre em vez de dizer inocência”.
No Sol, com a tribo quase completa, há um serviço ao Serviço de Abastecimento de Palavras de Rui Belo. Não ao pescoço da letra, marcada de contos miseráveis,… é mesmo a palavra. Mesmo, mesmo, mesmo.
Quando todos esperam com os olhos rasgados no peito, um diz por esses livros que já não cabemos nos versos como antigamente.
Veio Ari. Quando um copo é um copo quando um cão é um cão ou Piçarra ou cadela ou nos interrompe o sono. Veio uma chuva torta da máquina da loiça.
Vá! Vá! Começa de novo.
- Tudo se consome na rotina. Onde está a revelação? - perguntaram as idades. - Se estamos em baixo alaremos os pés para cima, a acenar à miragem dos dias que se desequilibram.
É tudo uma história muito bem contada. Estávamos a 41Km do Grande Ciclone e andávamos com as nossas lanternas na linha. Mal sabíamos que 41 vezes depois surgiriamos à noite lera por letra, entre as paredes de K!m Pr!su, com meia dúzia de malucos trauteando, batendo as músicas, tocando no finito da alegria, que o finoto é finalmente o finito sextavado.
- Isto vai-se dar ah vai, vai.

As paredes a esbanjares a consequência da frente, e seus seguidores.

...há já muito tempo que estamos em desrevolução permanente.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

K!m Pr!su no Notícias Populares

Na próxima terça-feira sairá no jornal Notícias Populares, uma entrevista de K!m Pr!su e da sua exposição aqui no Sol mói o PAI. Temos muita literatura para devorar.

Entretanto actualizámos algumas ligações aqui no blog entre elas esta experiência à Pollok, para momentos artísticos descomprometidos:
http://www.jacksonpollock.org/
Quando tudo ficar branco, cliquem no rato e comecem a pintar à PolloK. Bom trabalho :-)

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Será que existem 40 quintas-feiras?

A quadragésima sessão poética acorda com a infância nas mãos. E as mãos perguntam: haverá quinta-feira no número 40? Ninguém responde, mas as palavras vão-se dizendo em voz alta e com respiração intimista.
As mãos pintam as palavras.


As paredes insistem na ostentação das formas e cores de Pr!su.
Depois... desce o cartaz por dentro dos cérebros a dizer “Os ausentes sofrem de contenção verbal mas estarão aqui para sempre.”


Os presentes dizem alto o que será escrito com a infância de todas as cores do mundo…


O cenário (que aqui não se vê) foi almofadado de fim Verão, num arranjo de Outono em 40 minutos (as almofadinhas às riscas são pontos obsessivos da composição).

E porque 40 é um número como os outros, a acta foi construída assim, perfeitamente, pela Rubina Carvalho.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Diga "trinta e nove"

Eles conversam, dizem coisas em voz alta…
surge a hipótese de um culto de faladores à vez, com direito a secção paleontológica. Há quem não goste de falar quando a assessora Inês aquece chocolate no aspersor de vapores. Há quem tire a senha nº13 para se sintonizar em UHF, acenando com uma rodela de vinil.
A vela derrete, mas isso não significa lágrimas, muito pelo contrário, Frank Zappa diria à vela «O que tu precisas é de disciplina». Uns vão ao altar contar a toda a gente uma certa particularidade da morte, a rir-se e a oferecer ainda mais; outros não, preferem pintar a acta com tudo o que está à volta e beber uma imperial. Os que faltam levam com um cartaz imaginário a dizer «é favor não alimentar poetas cansados». O mais novo diz de memória todas as estações e apeadeiros desde o Entroncamento à Estação de Campanhã e oferece um livrinho de sua autoria que depois recebe um livrão de outra autoria de autor presente. E tudo isto é, muito simplesmente, a 39ª experiência poética no Sol mói o PAI.

Elídio (à esq.) ofereceu um livro de sua autoria a Rafael.

Um momento consagrado da noite.

A Acta nº 39.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Inauguração da exposição de Kim Prisu


Na quinta-feira passada, dia 27 de Setembro, o espaço do Sol mói voltou às suas já tradicionais noites artísticas. Na inauguração da exposição de Kim Prisu, após a leitura do texto de apresentação, António Xavier e Flávio Andrade vestiram-se a preceito e arrancaram com uma intervenção azul que pôs toda a gente a “rezar”. A performance, sugeria o ritual do artista enquanto criador e denunciador de mundos. Começou azul mas depois, com a luz apagada, as velas foram-se acendendo nas mãos de cada um que iniciava a leitura de um texto simbólico. No final, o resultado foi uma Cacofonia Prisunística. Posteriormente esse mesmo texto foi lido sincopadamente em sinfonia como se de uma reza se ratasse. A performance terminou com o aforismo “Quando a luz me iluminar prometo ver mais do que olhar”.
Já depois das 22:00h, começou o Quintas a Ler, versão experimental nº38 desta vez virada para o Polo Norte. Esta foi a reentrada das noites de poesias e palavreados ditos em voz alta, após um prolongado período de férias.


Nesta noite estavam os malucos do costume (daqueles malucos que não precisam de tratamento médico), com novos temas, novas palavras e nova energia que até se esqueceram de fazer a acta. Não faz mal! Para a semana há mais.
Entretanto apreciem os trabalhos de Kim Prisu.

Ritual azul para dizer que o K!m está por cá!

Um ritual para a arte

K!m Pr!su a ler Baudelaire