sexta-feira, 14 de março de 2008

50 sessão poética em ponto de rebuçado


Foi na quinta-feira, 28 de Fevereiro, noite da 50ª sessão poética aqui no Sol, que dedicámos as palavras à culinária. Foi uma noite bem animada contando, não com um, mas com dois poetas populares do Pinhal Novo e mais uma série de gente nova. As leituras variaram entre o mais sórdido canibalismo e a inofensiva batata. Houve três momentos performativos de grande intensidade. Um com três jovens actores que, just-in-time, combinaram uma carcterização e atiraram-se com uma intensa performance alusiva ao tema. Depois a Alexandra leu a história infantil do “Nabo gigante” que envolveu o rato dois gansos uma vaca, um velhinho, uma velhinha, um galo, um gato e sei lá que mais!!! que andou tudo num rebuliço a encenar a história. Uma verdadeira brincadeira com as palavras. No fim houve uma performance interactiva com os produtos alimentares do cenário, com o fogão e tudo o que viesse à cabeça, bem ao estilo do grupo do Sol.


Um momento performativo entre a Magda e José Lobo

A receita proposta como mote foi a seguinte:

Ingredientes:


- 400g de lista telefónica moída



- 2 Dentes de alho de Bocage
- Milho de Corín Tellado
(deixar apurar durante três poetisas)
- Um cálice de groselha de Oscar Wilde
- ¼ de tablete de chocolate puro à base de postais de amor
- Um fio de azeite marca Camões
- Rodelas de pão-mina às desbocadas Impensamental, bem frescos- Três colheres de classificados do Correio da Manhã
(mexer bem com muitas mentiras compulsivas)
- Raspas de casca de limão de Woody Allen



- Um punhado de sal Ary dos Santos
- Fruta livremente esmagada conforme Alexandre O'Neill
- Uma fava Cezarinyiana
- Água a ferver à Ricardo Reis
- Um pau de canela Vinícius de Moraes
- 2 xícaras de sangue de Frank Zappa
- Um raminho de hortelã pimenta de Sofhia M. Breyner
- Champanhe Molière
- Quadras populares a gosto


Levado ao forno a 155º - graus Shakespeare





Um poeta popular do Pinhal Novo, o sr João, em estreia aqui no Sol

Performance culinário-poética entre três alunos do teatro: Magda, José Lobo e !Oh.skar

José Lobo e uma pitada de sal.

A leitura do Nabo Gigante.

O grupo, numa das vinte tentativas para arrancar o nabo gigante da terra.

sábado, 1 de março de 2008

Pintura de Ricardo Passos

Está em exposição no Sol mói o PAi, uma série de seis obras da colecção "Mater" de Ricardo Passos. Este artista, distinguido várias vezes nas áreas de expressão artística, está representado em diversas colecções particulares e institucionais em Portugal, Espanha, Inglaterra, Estados Unidos, Brasil, Itália e Austrália.

Em 2007 foi premiado com medalha de prata e mensão honrosa atribuídas pelo Instituto Século e Arte em S. Paulo, uma das suas obras da série "Mater", agora apresentada, foi integrada no acervo real britânico, outra, da série "Modus Vivendis" no espólio do Museu GB Design em Florença, e a série "Com o Rei na Barriga" foi premiada na bienal Internacional de Malta. Foi ainda agraciado com o prémio "Artista Destaque 2007" numa iniciativa promovida pela Galeria ArtPortugal.


"Mater XV"

… Mulher, longa é a noite entre as tuas pernas esguias, profundo é o mar nos teus olhos persuasivos, eterno é o calor do teu abraço, enigmático é o beijo nos lábios da pintura de Ricardo Passos.

A vibrante tensão do traço na metamorfose do tempo, é uma deusa na beleza ancestral do universo. Passos extrai-lhe a essência, explora-lhe a fluidez inacessível e no seu grito primordial, o seu gosto, transforma-a em mulher, origem, terra, mãe que dá à luz a vida…


Antonella Lozzo
Crítica de arte




"Mater XIII"


A exposição está patente de 1 de Março a 12 de Abril

Para mais informações siga por aqui: